DAFA - Departamento de Assuntos da Família

A velhice é uma das fases da vida. Fase natural e inevitável. No entanto, quando somos jovens vivemos como se não fossemos envelhecer. Muitos jovens não respeitam os mais velhos. Tratam os idosos com desprezo e, até mesmo se referem a eles com palavras pejorativas.

Já presenciei situações em que jovens debocharam de pessoas mais velhas por estarem em ambientes geralmente freqüentados mais por jovens, como se eles (os de mais idade) não tivessem o direito de estar ali. Esse desrespeito para com os idosos é demonstração de ignorância e de falta de consciência de si mesmo. Posto que, a não ser que desencarnemos precocemente, o que não é de nosso desejo, chegaremos às idades mais maduras.

Se em nossas famílias professamos o conhecimento do Espiritismo, certamente sabemos que uma criança, antes de ser uma criança é um Espírito. Esse espírito certamente, já viveu muitas vezes. Logo, o Espírito que anima uma criança pode ser bastante velho e o número de experiências que ele passou nas muitas encarnações anteriores vai refletir-se no seu grau de inteligência e de evolução moral.

As pessoas mais jovens que não respeitam os idosos esquecem que eles não somente serão um idoso, mas que certamente já foi idoso nas vidas passadas. A fase da juventude é uma etapa para chegar à madureza e da mesma forma que o jovem reivindica seu espaço, sua liberdade, seus direitos, ele deve ter especial respeito pelo espaço, pela liberdade e pelos direitos dos mais velhos. Essas lições se aprende no lar. O respeito que devotamos a nossos pais e avós é o exemplo que damos aos nossos filhos e, certamente, a consideração que eles terão conosco na nossa velhice será o reflexo da que nós demonstrarmos diante deles para com todos os idosos, especialmente os mais próximos de nós.

Grande número de pessoas têm medo da velhice. Em um texto da página “momento” da FEP, consta que se usa a expressão “Terceira Idade” para causar menos impacto, já que a velhice é relacionada com a redução das forças físicas, menor resistência do organismo às doenças e, em muitos casos, redução da capacidade mental, dependência dos outros nas necessidades pessoais e proximidade da morte.

A vida é uma oportunidade de aprendizado, de crescimento para o nosso Espírito e esse aprendizado deve ser feito em todas as fases da vida. Desde o nascimento, passando pela fase infantil, juvenil, adulto, e, inclusive na velhice, estamos sempre colhendo experiências e aprendizados.

É verdade que na velhice nos locomovemos mais lentamente, temos mais dificuldades em muitas coisas, mas isso não significa que devemos parar a nossa escalada. Sempre temos uma missão muito importante na nossa vida: a missão de nos tornarmos melhor. A oportunidade de cumprir essa missão ocorre em cada dia da nossa vida, desde os primeiros, até os últimos dias.

Quando temos objetivos, curiosidades, sonhos, esperanças, nos sentimos sempre muito vivos. Temos entusiasmo, alegria, ânimo em função da nossas motivações frente à vida. Por outro lado, a vida é eterna. Quem envelhece é o corpo. O Espírito é sempre jovem. Basta querermos manter a juventude do nosso espírito e teremos sempre o entusiasmo juvenil, independente da idade que tivermos. Tudo que aprendemos tem utilidade, assim, ainda que não se tenha a expectativa de viver muito nesta existência, vamos estar sempre aprendendo, pois nas vidas futuras os aprendizados de hoje surgirão como dons inatos.

Aos adultos e àqueles que já estão na terceira idade, queremos lembrar que a vida é sempre uma dádiva tenha-se quatro, quarenta ou oitenta anos, e precisamos viver plenamente cada dia da nossa vida, aproveitando todas as oportunidade de aprendizado, de evolução intelectual e moral, porque somos espíritos imortais e a morte é apenas uma passagem de retorno à nossa verdadeira pátria, onde nos prepararamos para novas etapas.

Todos os tempos são os “nossos tempos” e devemos viver sempre com a energia e a curiosidade da criança, com o espírito de mudança do jovem e a serenidade do velho, sem confundir serenidade com acomodação. Serenidade no sentido de paciência, calma, sem perder de vista todas as conquistas que sempre podemos fazer no campo do Espírito.

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