Sociedade Espírita Beneficente Luzia – SEBL, esse nome foi o precursor da instituição. As coisas não são muito fáceis, bem o sabemos, mas isso não abalou um grupo de 35 pessoas que iniciaram esta obra edificante. Um idealizador, um sonhador que não sonha apenas, mas também realiza, alguém que teve postura, que mostrou como fazer, o Sócio Fundador Jorge Alberto Martinelli, junto de outras tantos que se uniram, formaram um grupo de estudo, que se iniciou em uma pequena casa, mas que se concretizou pela vontade de fazer, de praticar a caridade, de se instruir, de crescer como pessoa, ser um homem de bem, pois o Consolador Prometido por Jesus edificou isso nas mentes de todos, ser melhor a cada instante.
Em 10 de Junho de 1989, através da Ata de Fundação, foi iniciada a caminhada em busca de um sonho, de um ideal, de progresso espiritual. A frase, deixada pelo irmão Isaac, fortaleceu a todos, pois dizia “que a união de uma família conscientizada é que construiria uma fortaleza de amor e caridade”. E assim se fez. Após a fundação da casa, consegue-se uma sede para o inicio das atividades. A todos os que freqüentavam a Sociedade Espírita Beneficente Luzia, passava-se a sensação de bem-estar, de consolo, de conforto, de paz e amor. O grupo de unia-se cada vez mais e mais, em busca da sua própria reforma intima, sem se esquecer de servir ao próximo. As atividades se expandiam e a casa já não comportava mais tantas pessoas que ali buscavam aquela sensação. A sede, por ser alugada, poderia ser requisitada a qualquer momento pelo seu proprietário e assim se fez, com outros ideais próprios, solicitou a mesma. Ficar sem sede naquele momento, ter que fechar as portas por um período poderia causar embaraço no grupo que estava tão unido.
Um ano foi o período de portas fechadas, mas mesmo assim o grupo continuou estudando junto na residência de uma das sócias da instituição, até que, em um determinado momento, surge a nossa frente uma nova esperança, com a doação de um terreno por um dos sócios, Jayme Luis Grygoruck. Um grande feito para a instituição, ter o seu próprio espaço, mas as dificuldades se tornavam maiores, pois o mesmo se localizava em uma área não regularizada, iniciando-se, com a implantação de energia elétrica e canalizações, de água e esgoto. Sem recursos suficientes, como iniciar a construção da sede ?. Essa pergunta foi respondida por um gesto, do irmão Eugênio Celso Dullius, ao adquirir uma pequena casa pré-fabricada, de 25 metros quadrados. Iniciaria assim, pela segunda vez, no ano de 1995, as atividades, mas com vários imprevistos, pois chegar a esse novo loteamento se tornou dificultoso para a grande maioria do irmãos que freqüentavam e desempenhavam as suas atividades, resultando com isso em apenas 10 membros o grupo. Saudosos irmãos que não conseguiram continuar, por inúmeras dificuldades, deixamos aqui o nosso agradecimento pelo esforço, pela dedicação, pelo trabalho bem desenvolvido.
Através dos anos, pelo inúmeros apoios recebidos e convênios com o poder público, conseguimos iniciar a obra, que marcaria a história da instituição, com uma estrutura pré-moldada, para suportar de três a quatro pisos. De 1997 a 2000, a Sociedade Espírita Beneficente Luzia cresceu 10 anos aproximadamente, diante de tudo o que foi adquirido, no qual podemos citar confiança e o respeito de muitos órgãos públicos, de pessoas ilustres e grandes personalidades em vários segmentos. Registros em todos os níveis da hierarquia publica, doações dos mais variados ramos da sociedade e o aumento do quadro de voluntários, resultaram na conclusão da obra, inaugurando-a em Agosto com um grande evento, promovido pelo Departamento de Infância e Juventude da União Municipal de Canoas, o “Dia Juvenil Espírita”, reunindo na instituição mais de 300 (trezentos) jovens dos municípios de Canoas, Esteio e Sapucaia do Sul.
Para finalizar o ano, um grande feito. A Sociedade Espírita Beneficente Luzia, por ser declarada de Utilidade Pública Estadual, através de processo de habilitação ao Estado, foi contemplada com o Projeto de nível federal, o Agente Jovem e o Núcleo de Apoio a Família, no qual se trabalharia com jovens em conflito com a lei e seus respectivos familiares. Grandes projetos, que confirmariam ainda mais a competência de seu administrador, na época Jorge Martinelli e a confiança no trabalho social desenvolvido na instituição, ao longo dos anos.
Mas tudo aquilo que cresce, desperta a atenção de algumas pessoas. As sombras e os sentimentos inferiores utilizados dessas mesmas pessoas, prepararam caminhos dificultosos, cheio de espinhos, de muitas dores, de prantos para muitos dos seus membros, voluntários e dirigentes. Muitos acontecimentos desagradáveis ocorreram de 2001 a 2004, como eles falta de recursos financeiros, problemas com departamento pessoal, arrombamentos seguido de furto, causando até mesmo desentendimentos e embaraços entre os seus membros, chegando ao ponto de quase encerrarmos as atividades e cada um seguir o seu caminho individualmente. Mas a frase deixada há tantos anos atrás, “a união de uma família conscientizada é que construirá uma fortaleza de amor e caridade”, fez com que cada um refletisse sobre o porque de tantas dificuldades, iniciando-se assim a nova fase.
Dissolvendo vários problemas que a instituição estava passando, hoje a Seara de Luzia, atualmente Instituto de Educação Espírita Luzia, está em transição, colhendo os bons frutos das sementes de esperança, plantadas e regadas nas épocas mais emaranhadas em que passamos. Em reformas na sede, estamos confiantes no caminho em que estamos trilhando, apoiados pela equipe espiritual que nos assessora e pela mentora Irmã Luzia, que com sua luz, derrama bálsamos revitalizantes e reconfortantes em todos os membros dessa pequena casa, mas que já foi grande em vários aspectos, demonstrando com isso que não importa apenas a quantidade no seu aspecto geral, os recursos que estão em caixa, o status que gera o orgulho, mas sim o Amor e a Caridade, e a oportunidade que Deus nos confiou de servir ao próximo, de que auxiliando-nos uns aos outros construiremos essa fortaleza de amor e caridade, que é o lema da casa, mas que cada um guarda em sua consciência.